O que é rapel?

O rapel é uma técnica de descida pela corda com o uso de equipamentos. A palavra original francesa é rappel e significa “recuperar” ou “chamar” e foi usada para nomear essa técnica de descida em 1879. O termo surgiu da explicação do “criador” do rappel, Jean Charlet- Stranton quando ensinava aos presentes sua técnica de resgate de companheiros.

Apesar do passar do tempo e do enorme número de adeptos, o rapel ainda continua sendo considerado apenas uma técnica de descida e não um esporte.

No Piauí, o rapel tem se expandido bastante nos últimos 5 (cinco) anos, mas a maioria dos praticantes concentram as atividades na capital, fazendo apenas pequenas viagens, o que é um desperdício visto a enorme possibilidade de locais para a prática. Poderia haver atividades constantes e até fixas como parques, possibilitando ao turista o contato com a natureza, tão abençoada em nosso Estado.

Temos cachoeiras, canyons, morros e montanhas e uma enorme possibilidade de crescimento turístico para Estado, que alcança não somente o rapel, mas os esportes de aventura em geral. No entanto, vale destacar que o desenvolvimento destas atividades só será grandioso e vantajoso se for desenvolvido dentro do conceito do ecoturismo.

Para citar apenas alguns locais de viagens da Equipe Alta Aventura, o rapel em ambiente natural pode ser praticado nos Canyons do Rio Poty, na cachoeira do Salto Liso em Pedro Segundo, no Lago das Arraias em Juazeiro, em São Raimundo Nonato, nas Pedras de Castelo do Piaui, e no Morro do Miranda em Beneditinos etc.

Mas, para os que não têm folga para viajar ou preferem mesmo o ambiente urbano, a capital tem inúmeros prédios, pontes e torres. Vale lembrar que não basta comprar cordas e equipamentos, subir numa ponte e fazer rapel. É preciso ter um conhecimento prévio ou ao menos um curso básico de rapel, para se ter as noções mínimas de segurança. A prática mais prudente é aquela com equipamentos de qualidade, praticantes experientes e aos menos dois socorristas no local da prática, para qualquer eventualidade.

A técnica pode ser feita de duas formas: positiva e negativa. Quando os pés têm contato com a parede durante a descida, utiliza-se a técnica de rapel em positivo. Nesta técnica podem ser feitos jump´s (saltos). Do contrário, quando praticado em vãos livres, onde não há contato dos pés com a parede, a técnica é de rapel em negativo, podendo ser feita a descida com giros e de cabeça para baixo.

O rapel é praticado tanto para diversão quanto para trabalhos de pesquisa científica, no caso da espeleologia, trabalhos de resgate feitos pelo Corpo de Bombeiros, Exército e Forças Armadas por todo o mundo e trabalhos de construção e manutenção de prédios.

É preciso ter força para fazer rapel?

Não! Para descer pela corda é preciso apenas um leve fechar e abrir da mão para que a corda passe pelo equipamento do praticante. Ao abrir um pouco a mão, dá-se a possibilidade da corda deslizar pelo freio “8”, o que permite a descida. Ao fechar a mão, a corda não deslizará mais e o praticante ficará parado.

Como é feita a segurança?

A segurança do praticante será feita pela Equipe, de cima com uma segunda corda que será presa ao freio “8” do praticante e o integrante o descerá com a ajuda de um freio “atc”. A segurança também pode ser feita de baixo, esticando a corda do praticante. Nesta segunda forma, não é a força empregada na corda que faz com que a pessoa pare de descer e sim o esticar da corda.

A velocidade da descida será feita pela Equipe, assim como a parada quando estiver próximo ao solo. O praticante pode descer de braços abertos se quiser, porque a velocidade não será controlada por ele, antes que o mesmo tenha experiência ou faça o curso de rapel.

Todas as manobras que forem feitas, como o jump e a descida de cabeça para baixo deve ser avisada ao integrante responsável pela segurança, mesmo que o praticante já tenha habitualidade no rapel.